Home Office em Alerta!

Home Office em Alerta!

Recentemente foi ao ar a notícia que o Nubank iria deixar o formato 100% remoto para um modelo semipresencial. Anterior a isso foi publicada a notícia de que o Itaú realizou demissões em massa principalmente de funcionários no modelo home office alegando baixa produtividade. Seria isso o indicador do fim da era do trabalho remoto?



O Começo do home office

O modelo de home office se arraigou fortemente durante o período da pandemia de Covid 19 (2020 - 2022). Por ordens do Ministério da Saúde, a população foi aconselhada a evitar de sair de suas casas para evitar o risco de contágio e maior propagação da doença. Para as grandes empresas não terem prejuízos ainda maiores com os funcionários, elas tiveram que migrar para a nova modalidade, isso proporcionou o crescimento do trabalho digital de forma exponencial e perdurando até os dias de hoje.


Controversas do Trabalho Remoto 

Com o fim da pandemia de Covid as instituições mantiveram o home office seja de forma híbrida ou totalmente remota. Contudo, com o passar do tempo os efeitos negativo do serviço remoto foi se tornando aparente. Setembro foi divulgada a demissão em massa de funcionários do Itaú, este alegando baixa produtividade por parte daqueles. Agora o Nubank anunciou que irá abandonar o modelo remoto vigente para o trabalho híbrido. Segundo o banco, os funcionários teriam que ir para a agência bancária que estão construindo 2 vezes por semana e no início de 2027 passaria para 3 vezes na semana. 

Antigamente o home office funcionava muito bem por um motivo: medo. Em épocas de crise como em 2020 todos tinham medo de perder seus empregos. Logo, a produção mesmo em casa algumas vezes poderia sim superar as do escritório nos anos anteriores, mas não pela mordomia e sim pelo medo da empresa fazer um corte de gastos e esse indivíduo estar incluso nesse pacote. Como esse momento chegou ao fim alguns trabalhadores nessa modalidade relaxaram e causou uma queda na produtividade da empresa.


Seria o Fim do Home Office?

É precoce dizer que o home office está com os dias contados. Por mais que algumas empresas enormes da tecnologia mundial estão caminhando para o modelo presencial, como a Amazon e a Dell. Não se pode bater o martelo em definitivo para nada.

"O exemplo mais marcante é o da Amazon, que determinou que seus funcionários devem voltar ao presencial neste ano. Em carta aos funcionários, Andy Jassy, CEO da empresa, reforçou que aqueles que não estiverem satisfeitos com a medida podem procurar outra oportunidade de trabalho." G1.

"Outra big tech, a Dell, anunciou que colaboradores em trabalho remoto não serão considerados para promoções e nem poderão se candidatar a novas posições, como uma forma de forçar o retorno ao presencial." G1.

Pode-se afirmar que o serviço em home office será uma modalidade que tende a ser "deixada de lado" quando comparada aos serviços presenciais.

O serviço remoto agrega boas vantagens aos trabalhadores, mas com o tempo causa um prejuízo oculto para as empresas. Uma queda na produtividade é algo a ser considerado pelas empresas ao adotarem o sistema (o Itaú presenciou isso e iniciou as demissões em maça vistas em Setembro/2025). Atrelado a isso está a dificuldade para a fiscalização dos funcionários. 

Claro, a desvantagem não é só para as empresas. Os funcionários também perdem a possibilidade de obter grandes aprendizados e contatos com pessoas importantes para o "jogo político" da empresa que ao passar do tempo vão deixando ele de escanteio.


O que esperar do futuro?

A história nos mostra que é impossível uma empresa chegar a parâmetros continentais ou globais em relação de influência somente no serviço remoto. O Nubank nos provou isso. Pouco tempo após se tornar a empresa mais valiosa do Brasil ele anunciou que iria abandonar o modelo home office para o híbrido já no segundo semestre de 2026. 

Diante disso e do histórico de diversas outras empresas gigantes que foram citadas (e qualquer outra que venha em mente) é notório que o serviço remoto é a adolescência da empresa e sua migração para o modelo híbrido/presencial é o começo da vida adulta e bem sucedida da firma.


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